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  • Foto do escritorMariana Caldeira

E quando o dinheiro é um peso?

Muitos de nós temos uma relação complicada com o dinheiro. Ora porque gastamos mais do que temos, ora porque não nos sentimos bem em gastar, ora porque só a sua existência nos causa ansiedade.


O dinheiro pode gerar desconforto, ansiedade, medo e preocupações. E as razões para isso acontecer podem vir lá detrás... a forma como os nossos pais viviam as questões financeiras influenciam muito a forma como nós também as vamos viver. E é natural que isto aconteça, porque ficamos marcados e condicionados pelas nossas experiências.


Quando as nossas experiências de vida são intensas deixam marcas e feridas. E quando passamos uma infância inteira a ouvir discussões sobre dinheiro, podemos criar uma associação muito negativa com o dinheiro e quase que nem sabemos lidar com ele... tal como não sabíamos lidar com o que sentíamos no meio das discussões intermináveis.


Por outro lado, podemos ter vivido sempre com uma grande instabilidade e escassez financeira e fomos criando as crenças de que não podemos gastar dinheiro com futilidades (e portanto temos dificuldade em gastar dinheiro connosco próprios). Essa instabilidade pode ainda criar medo e insegurança, o que nos vai levar a tentar controlar excessivamente o dinheiro para que nada nos falte outra vez.


Mas não é só com estas vivências que ficamos marcados, há outras tantas. Como por exemplo, quando existe um enorme descontrolo financeiro e um gasto exagerado por parte de um dos nossos pais (ou até dos dois), podemos criar um sentido exagerado de responsabilidade porque temos que assumir o papel de cuidadores porque alguém tem que fazer a gestão financeira da família.


Ou, pelo contrário, quando um dos pais (ou ambos) não são nada gastadores, são até muito poupados (demasiado!) e têm sempre muita contenção naquilo que gastam, os filhos podem continuar a replicar esse padrão e ter muita dificuldade em gastar ou investir dinheiro, o que gera muita ansiedade.


Podia continuar aqui a falar sobre as 1001 formas de feridas relacionadas com o dinheiro, mas a ideia que gostava efetivamente de transmitir é que todos nós vamos ficando com marcas das nossas vivências, e temos que estar conscientes da forma como elas nos condicionam. Mas não basta sabermos os motivos, principalmente temos que lhes dar outro sentido dentro de nós. Esse trabalho interno é essencial para conseguirmos ter uma vida leve e equilibrada!



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