Quem somos

Constituímo-nos como Associação e IPSS da Saúde em Fevereiro 2011, depois de uma experiência de trabalho na área do Envelhecimento que remonta aos últimos anos do século XX. A necessidade de nos organizarmos como Associação decorreu da pretensão de enquadrar várias ações que vínhamos concretizando, tanto de intervenção assistencial como de reflexão e estudo, que não tinham cabimento nas instituições públicas, nem nas exclusivamente privadas.

ProfundaMente preocupa-se com a vulnerabilidade das pessoas decorrente da longevidade. Conseguimos viver muitos anos e, felizmente, a maioria de nós vive-os com satisfação, o que não impede que surjam vários problemas decorrentes do envelhecimento, que podem tomar proporções que são contrárias ao que desejamos como condição de vida aceitável. Se a saúde é determinante para viver bem, ela não é o único fator e para que ela exista concorrem vários agentes. Não podemos isolar a saúde das restantes preocupações, sendo que a saúde é charneira de bem estar e autonomia. Autonomia e dignidade são objetivos e, consideramos, valores primeiros na longevidade.

Mas, se envelhecer é uma questão individual, também é um problema social e ambiental, pelo que nos envolvemos numa abordagem global, que resida em olhar o Homem e intervir com um pensamento subjacente intergeracional, de envelhecimento ativo e participativo. Somos a pessoa que começou na criança que se desenvolveu, se projetou no futuro em todas as fases do seu percurso de vida, que organizou assim a sua identidade, que criou o património das suas memórias e que se revê nas gerações futuras, que conquistarão a sua longevidade com o saber das gerações que os precederam.

Preocupamo-nos com a sustentabilidade de um País envelhecido e com uma economia menos segura, onde os mais vulneráveis, como os mais velhos, estão sujeitos a viverem em condições menos dignas. Levantam-se questões que exigem redefinições da ética, conscientes de existirem processos dinâmicos que chamam vários entendimentos e tipos de intervenção. Estimular a resiliência, a consciência e participação social são objetivos incontornáveis, tão importantes ou mais que as preocupações assistenciais.