O que fazemos

Desenvolvemos como áreas chaves de trabalho o Levantamento e Consciencialização de Necessidades e Problemas, a Intervenção Individual e Social, o Ensino e Formação e a Investigação.
Desenvolvemos Programas Assistenciais na sequência de levantamentos de necessidades e equacionando.

 

Oficinas Terapêuticas

Oficinas Terapêuticas são pequenas unidades de intervenção terapêutica sediadas na comunidade que fazem uso de estruturas comunitárias, ligadas preferencialmente aos Cuidados de Saúde Primários e à Comunidade, que desenvolvem programas para Pessoas com perdas cognitivas. Esta iniciativa ganhou o prémio 2012 da European Foundations Initiative on Dementia da Network of European Foundations.
Não são desenvolvidas intervenções pontuais, mas antes projectos terapêuticos onde se estabelece um percurso terapêutico para os doentes.

 

Terapias pelo uso de mediadores

As terapias, pelas dificuldades inerentes ao próprio declínio cognitivo são levadas a cabo fazendo uso de mediadores, ou seja vamos usar iniciativas em que as pessoas se envolvem em tarefas. Não ocupamos Pessoas, antes tratamos Pessoas, procurando que não só se capacitem do que conseguem fazer, como possam fazer uso de todas as suas capacidades e funções preservadas. Neste percurso terapêutico usamos várias técnicas em que obtemos resultados terapêuticos através de propostas de trabalho onde os doentes desempenham incumbências com objectivos previamente delineados e que atendem à Pessoa que eram, à sua doença e ao estado da mesma.

 

Treino de participação ativa

A promoção de uma forma de participação activa na vida familiar e comunitária é um dos objectivos das nossas intervenções. As Pessoas de mais idade habituam-se a resignar-se, vivem com medo e limitam-se nos seus direitos de participação social. Um doente de Alzheimer ainda mais marginalizado está, pois traz consigo o estigma da doença em que perde as capacidades mentais. Mas é aceitável permitir que Pessoas que ainda merecem ser ouvidas deixem de ter palavra? Com o treino de participação activa incentivamos a participação social e a reivindicação assertiva, demonstrando para todos quais são os benefícios sociais de ter a inclusão destas Pessoas. Com este fim usamos várias técnicas, que também têm benefícios nos desempenhos cognitivos.

 

Intervenção intergeracional

As relações intergeracionais são a substância de construção de Coesão Social e de uma Memória Colectiva. São as Raízes sem as quais não se constrói futuro. Sem transmissão intergeracional perde-se por abolição o transgeracional e a generatividade, bem como a ideia de obrigação de fazer pelo próximo. A pobreza social e cultural instala-se com perda de sentido de vida, não só para uma cada vez maior população envelhecida mas, para todos de todas as gerações. A ProfundaMente organiza projectos de transmissão de saberes e relações intergeracionais, contrariando a ideia de que transgeracionalidade se conquista por apresentação das gerações das “pontas”, ou seja crianças e os de mais idade, quando nós concebemos o transgeracional como a implicação de todos com todos, ou seja as várias gerações têm de se olhar como se de um processo contínuo se tratasse a passagem pelas várias fases da vida, devendo ter em atenção as crianças, os adolescentes e os adultos que têm de se rever no que foram e projetar no que virão a ser. Para tal tem que se desenvolver a consciência esquecida de percurso transgeracional e de solidariedade entre todos.

 

Intervenção familiar

A família é o suporte dos mais vulneráveis, nomeadamente os doentes de Alzheimer, mas também pode ser fonte de desajustes que podem por si agravar o estado do doente. A intervenção junto da família tem duas vertentes, a pedagógica e a intervenção terapêutica. A primeira tem por finalidade informar sobre a condição da pessoa doente, doença ou doenças, a sua evolução, prognóstico e cuidados a ter. A abordagem familiar terapêutica visa intervir na esfera das relações familiares, de forma a obter um ajuste e um equilíbrio relacional que proteja os doentes e alivie a família e cuidadores.

 

Apoio a familiares e prestadores de assistência

O maior apoio a familiares e prestadores de assistência é o alívio de sobrecarga pela formação. Uma das mais frequentes constatações é a deficiente ou nenhuma preparação tanto de familiares como de prestadores de assistência para as situações com que se deparam no quotidiano. Podem observar-se alterações de comportamento ou outras, e se não houver compreensão das causas subjacentes a essas alterações a forma como se lida com as mesmas é desadequada, não havendo lugar a uma ajuda e resolução da situação, mas até possivelmente um agravamento. Para tal é importante o diagnóstico tanto clínico, como familiar e social, com o fim de formar e informar. A compreensão da origem e razão das alterações é importante para que se adoptem os procedimentos adequados, sendo plausível a experimentação de abordagens com validação, ou seja a partir do entendimento do que acontece com uma pessoa vão os que assistem essa pessoa propondo alternativas de relacionamento e procedimentos que se verificam como eficazes.

 

Mudança de procedimentos

Repensar as formas como abordamos a longevidade e suas consequências pode levar-nos a mudar completamente a nossa forma de intervir e planear projetos. Organizamos protocolos de avaliação de instituições com levantamento de necessidades, compreensão da identidade institucional, diagnóstico de funcionamento institucional, identificação de objetivos, organização de trabalho em equipa e planeamento de projetos.